História do Instituto
Nossa Senhora do Bom Conselho
Em toda a história da Igreja,
o Espírito Santo sempre suscitou carismas próprios a responder
os desafios de seu tempo. Assim surgiram várias ordens e Congregações
que homens e mulheres impelidos pelo Espírito Santo colocaram
suas vidas a serviço da Igreja, segundo as necessidades da mesma.
Foi assim que após o Concílio Vaticano II em 1963, surgiu
o nosso Instituto cujo carisma específico é: Consagrar-se
pela Igreja, imolando-se pela santificação dos Sacerdotes.
Natural de Cajazeiras – PB – Maria Madalena de Figueiredo
a primeira entre os 12 irmãos, oriunda duma família muito
cristã e piedosa desde muito cedo já se percebia uma profunda
sensibilidade para o sagrado e religioso. Costumava acompanhar seu pai
nas orações noturnas na Igreja. Dele herdou um profundo
zelo apostólico. Dedicava-se ao ensino do catecismo a outras
crianças de sua idade o que aprendeu no Colégio das Irmãs
Dorotéias. Aos l5 anos, com o falecimento de sua mãe,
assumiu com seu pai, a responsabilidade da casa com os irmãos
que carinhosamente a chama de mainha. Anos mais arde, incentivado por
ela, seu pai contrai um outro matrimônio. Maria Madalena sente-se
livre para realizar seu sonho na Vida Religiosa.
Foi assim que aos dezenove anos, ingressou no Carmelo em Cajazeiras
– PB e ao receber o hábito de Carmelita passa a se chamar
Irmã Maria Bernadete. Como Carmelita dedicou-se intensamente
á uma vida de oração, sacrifício e trabalho.
Durante algum tempo assumiu a direção de um Colégio,
onde também lecionava. Mais tarde, eleita Superiora Geral da
Ordem, apresentou ao Bispo o desejo de incluir na Ordem Carmelita, o
carisma de imolação pela Santificação dos
Sacerdotes. Como o bispo não tomasse nenhuma decisão a
este respeito, foi orientada pelo padre fundador, que escrevesse para
Roma.
Nossa Madre, não tinha intenção de fundar uma nova
Ordem, entretanto este foi o desígnio de Deus. Qual não
foi sua surpresa ao receber de Roma uma carta que a aconselhava, desligar-se
do Carmelo para uma nova fundação. Assim acompanhada das
Irmãs: Maria do Santíssimo Sacramento, Maria Violeta,
Maria dos Anjos e Maria Teresinha, foram recebidas pelo então
Cardeal D. Jaime de Barros Câmara, da Diocese do Rio de Janeiro,
que juntamente com ela assume os rumos do nosso Instituto. Depois de
algum tempo, D. Jaime muito doente, confiou aos Jesuítas na pessoa
do Pe. Flávio da Veiga, os cuidados espirituais do Instituto,
que para a ser marcado pela espiritualidade Inaciana: “Em tudo,
amar e servir, fazendo tudo para a maior Glória de Deus.
A Eucaristia é o centro da nossa espiritualidade. Assim como
na Eucaristia, Jesus se imola constantemente ao Pai pela humanidade,
nós religiosas do Instituto de Nossa Senhora do Bom Conselho,
com Jesus, nos imolamos ao Pai, pela Santificação dos
Sacerdotes. Este carisma, foi inspirado no texto Joanino: “Por
eles, eu me consagro” (Jo17,19). Assim no dia em que emitimos
os Santo Votos, consagramos nossa vida pela santificação
dos Sacerdotes. Nosso estilo de vida é simples e sem austeridade.
Nossa Madre costuma dizer-nos que devemos fazer de modo extraordinário,
as coisas ordinárias vivendo a fidelidade, na vida comunitária.
Assim nossa vida deve ter as características de uma vela que
gasta iluminando e aquecendo sem nada exigir para si.